Silvano Agosti, um Cineasta Poeta e Projecionista.

Silvano Agosti é conhecido por seus filmes “Quartiere (1987), Uova di Garofano (1991) e L'uomo Proiettile (1995)”, nasceu em Brescia, Lombardia no dia 23 de março de 1938 e atuou no cinema italiano como diretor e também editor, além disso também é poeta. Sua paixão pelo cinema o faz querer conhecer a casa onde nasceu Charlie Chaplin, de lá Agosti parte como um peregrino de mochila em busca de conhecer o mundo, ele vive na Inglaterra, França, Alemanha e realiza ali os trabalhos mais braçais para acumular dinheiro e depois começar a andar; anda, anda até chegar no Oriente Médio e por fim no Norte da África. Ao retornar à Itália matricula-se em 1960, em Roma, no Centro Experimental de Cinematografia, tendo como colegas de classe Marco Bellocchio e Liliana Cavani. Seu curta-metragem “La Veglia” foi premiado com o Ciak D'oro (como melhor aluno) e com a bolsa de estudos que recebeu pelo prêmio, Agosti vai a Moscou fazer uma Especialização em Montagem, cujo norte de suas pesquisas naquele Instituto, foi o trabalho de Eisenstein. Se aplicou na técnica de roteiro, diálogos e edição, cujo pseudônimo que usava era "Aurelio Mangiarotti". Com o seu filme “Il Giardino delle Delizie“ censurado na Itália, foi homenageado pela Expo Universal em Montreal como um dos dez melhores filmes do mundo naquele ano. De 1976 a 1978, foi professor de montagem do Centro Experimental de Cinematografia de Roma, mas demiti-se em função de divergências com a instituição. É atribuído a Agosti no final dos anos setenta, a ideia de um espaço único (hoje muito comum), de encontro de Cineastas e que fosse uma referência para filmes de Autor, para tanto, ele assume um cinema no quarteirão Prati, e assim nasce o Espaço Azzurro Scipioni na rua Degli Scipioni, 82, em Roma.
A sua verve poética o leva a escrever vários romances e livros de poesia e um manual de como se fazer cinema com baixo orçamento, dentre suas obras literárias encontran-se: L'uomo Proiettile (nomeado para o Premio Strega), Il cercatore di Rugiada (nomeado para o Premio Strega), Uova di Garofano, Il semplice oblio (candidato para o Premio Strega); Manuali Breviario di Cinema, este últmo  aborda o assunto "Como fazer um filme sem dinheiro ou como fazer isso melhor, sem gastar sequer um único euro". Para TV Rai Agosti fez a série: 30 Anni di Oblio e 40 Anni, ele também colaborou em vários programas de televisão de Fabio Volo. Em seus filmes Agosti prefere cuidar pessoalmente da fotografia, roteiro e edição por acreditar que um Cineasta deve se interpor na criação de uma obra, a fim de que sua ideia original não seja comprometida pela intervenção de outros profissionais no processo, prevalecendo sempre àquela ideia do diretor. Agosti tem seu próprio cinema, onde também é o projecionista e dentre suas esquisitices, fez recentemente um pedido à UNESCO e a ONU a fim de que o Ser Humano fosse considerado Patrimônio da Humanidade.

Cena do filme Uova di Garofano, 1991 de Silvano Agosti.






Venha Tomar Um Café com Nós - Venga a prendere Un Caffe da Noi - Alberto Lattuada.

"Venga a prendere Un Caffe da Noi", 1970,  direção de Alberto Lattuada.

Elenco:
  • Francesca Romana Coluzzi: Tarsilla Tettamanzi
  • Ugo Tognazzi: Emerenziano Paronzini
  • Milena Vukotic: Camilla Tettamanzi
  • Angela Goodwin: Fortunata Tettamanzi
  • Jean Jacques Fourgeaud: Paolino
  • Valentine: Caterina, la cameriera
  • Checco Rissone: Mansueto Tettamanzi, il padre delle sorelle
  • Piero Chiara: Pozzi
  • Natale Nazzareno: garzone
  • Carla Mancini: studentessa
  • Alberto Lattuada: Raggi, il dottore
  • Antonio Piovanelli: Don Casimiro
  • Música tema de Fred Bongusto:

Entrevista com Francesco Rosi sobre "Uomini Contro", filme de 1970.



Uma entrevista com o cineasta Francesco Rosi sobre seu magnifico filme de 1970, um filme realista e sincero sobre as atrocidades da 1ª Guerra Mundial, a partir dos desencontros e injustiças de comando por parte de um General obtuso e desumano, lembrando de certa maneira a história contada por "Ermanno Olmi em seu último filme Tornerano i Pratti". No set (montanhas Iugoslavas), dois grandes atores italianos se enfrentam:  Alain Cuny e Gian Maria Volontè.


27 min. de uma excepcional entrevista:

Accattone de Pier Paolo Pasolini



Accattone

O titulo Accatone representa aqueles que catam coisas pela rua, vivem no subúrbio das grandes cidades, no caso de Accatone a cidade é Roma nos quarteirões dos bairros: Casilina, Ponte Sant 'angel, água Santa, via Manutius, Ponte Testaccio, Via Portuensis, Via Appia Antica, Via Baccina, Centocelle, a Marranella, o município Pigneto górdio e Subiaco.
Sem esperança alguma de mudar de vida, esses desvalidos e abandonados sobrevivem de freges, embustes e furtos nos arredores da grande cidade italiana que serve de trincheira para eles.
O filme é de 1961, Fellini ao recusar o projeto permitiu que Pasolini realizasse sua grande e primeira obra de magnitude social. Como cerne da narrativa Pasolini se utilizou do Neo-Realismo, se serve desse estilo entre outras coisas ao fazer a escolha dos atores entre aqueles que viviam à margem da sociedade italiana, pois eles não teriam quem os representasse melhor do que eles mesmos, assim o filme conta com atores não profissionais sob a batuta de um cineasta estreante na arte de dirigir.
Uma equipe bem pequena foi montada por Pasolini que queria uma fotografia com enquadramentos bem fechados, para criar uma relação bem intimista com as personagens, Accattone foi um filme realizado antes de tudo pelo engajamento de todos, por amor e entusiasmo pelo cinema, dentre a equipe encontra-se o jovem de 20 anos a época,  Bernardo Bertolucci como (assistente de direção) A música escolhida é a clássica, Bah.

2.5' min. de cena de Accattone:

 

O Grande Silencio de Sergio Corbucci.



Obra-prima do spaghetti westerns: O Grande Silencio de Sergio Corbucci.

Uma obra-prima do cinema italiano da década de 60, um dos melhores spaghetti westerns já realizados,  contundente no seu estilo niilista e pessimista, cujo autor maior é Sérgio Corbucci. Corbucci orquestrou uma atmosfera de situações envolvente e inesquecível combinando com o silencio das geladas montanhas e o olhar frio e penetrante de Trintignant, que cavalgando sob a gélida neve que lhe cai sobre o rosto contrasta com o calor do interior dos salons e das casas de fogões acesos e chaminés fumegantes.
Naquela época de pioneiros sem aquecimento distribuído pelo governo a cozinha é o lugar das casas onde todos se reunem em busca do calor dos forninhos a lenha, e é ali que acontece uma das cenas mais
fortes de Klaus Kinski no filme, em pé na porta com a neve caindo sobre ele e de fundo a magistral música de Ennio Morricone com seus violinos. Um elenco formidável: Frank Wolf, Vonetta McGee, Luigi Pistilli, Marisa Merlini, Klaus Kinski e Jean-Louis Trintignant. 


4 minutos de cena de "O Grande Silencio":